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PET VET
ARTIGOS

Sistema Agrossilvipastoril: Uma Forma Sustentável e Alternativa de Produção

Raíssa Ivna
Os sistemas agroflorestais são sistemas de uso da terra, nos quais cultivos arbóreos são utilizados em associação com cultivos agrícolas ou pastagem, de forma simultânea ou seqüencial.




Os modelos mais comuns de sistemas agroflorestais são:

Árvores com culturas -silviagrícola



Culturas com animais - agropastoril



Árvores com animais - silvipastoril



Árvores com animais e culturas - agrossilvipastoril


Nos últimos anos tem crescido o interesse por sistemas agrossilvipastoris visando a obtenção de múltiplos produtos, de maneira produtiva e sustentável.

Manter a sustentabilidade da produção aliando a produtividade da terra é uma das características dos sistemas agrossilvipastoris que integram a criação de animais ao manejo de espécies florestais. Com isso, é importante ressaltar que o trabalho viabiliza o meio ambiente, é economicamente viável às propriedades rurais e inclusive as familiares.

O que é um sistema de produção agrossilvipastoril?

Os sistemas silvipastoris podem definidos como um sistema que combina a produção de plantas florestais com animais e pastos, simultânea ou sequencialmente no mesmo terreno. Há uma variante do sistema silvipastoril denominada de sistema agrossilvipastoril, o qual é formado por árvores e/ou arbustos, mais cultivos agrícolas, mais pastagens e animais, num esquema seqüencial.
É um tipo de produção que visa a sustentabilidade da produção, conseguindo ao mesmo tempo conservar os recursos naturais, fixar o homem no campo e aumentar com sustentabiliade e produtividade agrícola e pecuária.
Este sistema copia ao máximo a natureza, preservando árvores, mantendo reservas de floresta nas propriedades e a mata ciliar dos cursos d’água. Nele, as árvores e arbustos são associados à agricultura e pecuária numa mesma área simultaneamente.
Os sistemas agrossilvipastoris podem ser classificados de acordo com o tipo de arranjo e finalidade em: árvores dispersas na pastagem, bosquetes na pastagem, árvores em faixas nas pastagens, plantio florestal madeireiro ou de frutíferas consorciado com animais, cerca viva, banco forrageiro e quebra-vento.
Qual é a vantagem deste sistema de produção?
No sistema agrossilvipastoril tudo é otimizado. A madeira das árvores cortada pode servir de estacas, reformando cercas e currais ou até mesmo para a construção civil, aumentando assim, a renda familiar. Outra vantagem é com relação ao esterco recolhido no curral dos animais que são usados como adubo orgânico na agricultura e sem que o produtor precise desmatar a área ou realizar queimadas na vegetação.
Há também o aumento da produtividade e a fixação da atividade agrícola em um mesmo local, que não é possível no modelo tradicional, já que por causa do esgotamento do solo, a rotação entre as terras é intensa, promovendo a degradação de territórios cada vez maiores.
Desta forma, ele diminui os impactos ambientais negativos, comuns nos sistemas tradicionais de criação de animais, por favorecer a restauração ecológica de pastagens degradadas, diversificar a produção das propriedades pecuárias, gerar produtos e lucros adicionais, ajudar a reduzir a dependência externa de insumos, permitir e intensificar o uso do recurso solo e seu potencial produtivo a longo prazo, dentre outros benefícios.
Considerações finais

O desenvolvimento de sistemas agrossilvipastoris para substituir áreas de monocultivos é um desafio para todos que estão envolvidos no assunto.
Os benefícios oriundos dos sistemas agrossilvipastoris são potenciais como uma alternativa sustentável para integrar cultivos arbóreos à pecuária.
Bibliografia

COSTA, B.C.; ARRUDA, E.J.; OLIVEIRA, L.C.S. 2002. Sistemas agrossilvipastoris como alternativa sustentável para a agricultura familiar. Revista internacional de desenvolvimento local. Vol.3, n.5.
EMBRAPA CAPRINOS. 2006. Sistema agrossilvipastoril é lançado no V ciência para vida. Informativo Caprinos e Ovinos em foco. Ano 1. Nº9. Disponível em: http://www.cnpc.embrapa.br/Jornaledicao9.pdf
FERNANDES, F.E.P.; CARVALHO, G.G.P.; PIRES, A.J.V. 2006 Sistemas agrossilvpatoris e o aumento da densidade de nutrientes para bovinos em pastejo. Revista eletrônica de veterinária RED VET. v. VII, n. 11.
OLIVEIRA, C.H.R.; REIS, G.G.; REIS, M.G.F.; XAVIER, A.; STOCKS, J.J. 2008. Área foliar e biomassa de plantas intactas e de brotações de plantas jovens de clone de eucalipto em sistemas agrossilvipastoris. Revista árvore, Viçsa-MG, V.32, N.1
PORTAL EDUCAÇÃO. 2009. Sistema agrossilvipastoril traz vantagens para o produtor rural. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/biologia/noticias/38610/sistema-agrossilvipastoril-traz-vantagens-para-o-produtor-rural
 

Deficiência e excesso de cobre na alimentação dos ruminantes: Consequências

Robson Moura de Lima

 

 

O manejo dos ruminantes requer uma atenção muito grande em inúmeros setores, sendo o principal deles a nutrição. A alimentação de um ruminante é algo muito complexo que necessita de grandes conhecimentos sobre as funções de cada ingrediente, sua composição e o teor de cada elemento. Um coadjuvante à alimentação propriamente dita é a mineralização, utilizada com o intuito de suprir as carências que ocorram naturalmente nos grão, gramíneas e leguminosas oferecidas aos animais. Um importante elemento contido no sal mineral é o cobre, responsável por inúmeras funções no organismo desses animais, o que faz com que a sua utilização seja feita de forma racional, pois a deficiência do mesmo acarretará muitos prejuízos ao animal, bem como o seu excesso, podendo causar toxicidade, ambos podendo levar ao óbito. A adequação dos níveis de cobre deve ser feita com a pesquisa de alimentos que não possuam essa deficiência, e, ao mesmo tempo, lançar mão de sais minerais específicos para cada espécie, não sendo aconselhado o contrário.

 

O cobre é um elemento tanto essencial quanto tóxico ao organismo animal. A toxicidade é variável entre os ruminantes, sendo o ovino a mais sensível das espécies.

 

Os ovinos intoxicados por cobre podem apresentar dois quadros clínicos distintos. O primeiro caracteriza-se pela intoxicação aguda, na qual o animal apresenta uma severa gastroenterite logo após uma alta ingestão de cobre. O segundo, denominado de intoxicação crônica, é o mais comum e caracteriza-se pelo acúmulo de cobre principalmente no fígado, sem manifestações de sinais clínicos.

 

O acúmulo de cobre pode ocorrer em três circunstâncias: na intoxicação primária causada pela ingestão de quantidades excessivas de Cu. Na intoxicação secundária fitógena, na qual, apesar do Cu ser ingerido em quantidades normais, se produz o acúmulo do microelemento em conseqüência dos baixos níveis de molibdênio; na intoxicação secundária hepatógena, na qual o Cu, ingerido em níveis normais, se acumula no fígado em conseqüência de lesões hepáticas causadas por plantas que contém alcalóides.

 

A intoxicação por cobre pode ser dividida em três fases distintas: a pré-hemolítica, a hemolítica e a pós-hemolítica. Durante a fase pré-hemolítica, ocorre o acúmulo de cobre no fígado, sem aparecimento de sinais clínicos. O cobre se acumula inicialmente nos hepatócitos perivenosos e posteriormente em outras áreas do fígado. Durante o acúmulo, os hepatócitos aumentam consideravelmente seu número de lisossomos, organela na qual também se acumula o cobre. Atingindo o limiar máximo de acúmulo, ocorre morte celular difusa, promovendo a liberação expressiva de cobre e de lisozimas. O cobre livre desloca-se para a corrente circulatória, onde após entrar nas hemácias oxida a glutationa, substância responsável pela integridade destas células, culminando com a hemólise, cerca de 24 horas após. A morte pode advir das graves lesões hepáticas e renais e do grau de anemia, raramente os animais sobrevivem ao quadro clínico característico de uma crise hemolítica. Aqueles que conseguem sobreviver se recuperam lentamente, no decorrer de duas a três semanas, durante a fase pós-hemolítica.

 

O cobre é um micromineral essencial, mas também pode ser tóxico. Sob condições práticas, ruminantes em pastejo têm maior probabilidade de sofrerem deficiência de Cu do que excesso, porém, erros nos alimentos oferecidos pode conter uma quantidade excessiva ao animal, causando toxicidade.

 

O cobre é exigido para a respiração celular, formação de ossos, funcionamento cardíaco, formação do tecido conectivo (sem o Cu ocorre uma falha na maturação e ligação do colágeno com a elastina) e da mielina da medula espinhal, pigmentação de tecidos e queratinização de pêlos e lã (acromotriquia: falta de pigmentação, é a principal manifestação de deficiência e pode ser notada em pêlos e lã). Componente de várias enzimas (junto com o Fe é necessário para a síntese da hemoglobina), o Cobre é importante para a integridade do Sistema Nervoso Central (SNC), em função da atuação de enzimas que atuam na formação da mielina. Além disso está relacionado a outros dois neurotransmissores (dopamina e norepinefrina). Outras funções seriam na atividade reprodutiva, sistema imune e no metabolismo de lipídios.

 

O cobre exerce importantes funções no sistema nervoso central, no metabolismo ósseo, no funcionamento de vários sistemas enzimáticos, além de ser essencial para a síntese de hemoglobina. Enorme variedade de problemas e distúrbios nos animais tem sido associada a dietas deficientes em cobre. Anemia, crescimento retardado, ossos fracos, insuficiência cardíaca, diarréia e despigmentação dos pêlos e lã são alguns sintomas clínicos apresentados por animais que recebem dietas deficientes em cobre. Durante o crescimento, os bovinos apresentam maiores exigências de cobre do que os ovinos e os animais não-ruminantes. O fígado dispõe de uma reserva mobilizável de cobre. Como o leite é pobre em cobre, os bezerros em aleitamento dependem exclusivamente das reservas hepáticas obtidas por transferência da mãe, no útero. Se as vacas forem deficientes em cobre, terão bezerros com baixas reservas, o que resultará em bezerros prematuramente deficientes.

 

Muitas vezes, a intoxicação por cobre pode ser resultante do uso desse mineral como promotor de crescimento, principalmente para aves e suínos. O sulfato de cobre é utilizado como estimulante de crescimento, em substituição aos antibióticos, sendo excretados nas fezes. A cama de aves e o esterco de suínos, utilizados como alimento ou como adubo de pastagens, podem intoxicar os animais que deles se alimentam.

 

 

Referências bibliográficas

  • Lemos, R. A. A.; Rangel, J. M. R.; Osório, A. L. A. R.; Moraes, S. S.; Nakazato, L.; Salvador, S. C.; Martins, S.; Alterações clínicas, patológicas e laboratoriais na intoxicação crônica por cobre em ovinos: Ciência Rural, vol.27 no. 3; Santa Maria, Julho/Agosto - 1997
  • Pereira, W. A. B.; Intoxicação cúprica experimental em ovinos: aspectos clínicos e laboratoriais – Jaboticabal, 2008
  • Oliveira, D. E.; Manual técnico sobre minerais – Minerais: Funções, deficiências, toxidez e outros aspectos da suplementação, Agroceres, 2007
  • Leal, G.; Mineralização de ruminantes no Brasil, Tortuga, 2009

 


 

 

Caprino Ecológico como Alternativa para o Fortalecimento da Agricultura Familiar


Daniela da Silva Pereira

 


O Nordeste do Brasil abriga cera de 67% do rebanho nacional de caprinos e ovinos, sendo então caprino-ovinocultura uma importante atividade sócio-econômica na região, tendo um rebanho diversificado que vai desde a criação de subsistência do pequeno produtor até as criações industriais com animais selecionados e altamente especializados. Consolidando-se como importante alternativa no cenário da pecuária, principalmente para o pequeno produtor, uma vez que emprega mão-de-obra familiar, utiliza produtos regionais e de baixo custo.

 

No intuito de fortalecer a economia do sistema familiar com base no uso sustentado dos recursos naturais, na conservação da riqueza cultural das comunidades locais e no aumento da quantidade e da qualidade de produtos agropecuários, buscou-se alternativas para promover a agregação de valores a estes produtos. Uma dessas alternativas foi criação do projeto modelo para produção orgânica de caprinos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA. O projeto original previa a implementação de um modelo de produção orgânica de caprinos no Campo Experimental da Embrapa Semi-árido.

 

O modelo de cabrito ecológico tem como princípios o uso tecnologias para o aproveitamento sustentável dos recursos naturais da caatinga, reserva estratégica de forrageiras tolerantes à seca e uso de fitoterápicos, de produtos homeopáticos e de métodos e práticas ecológicas no tratamento e prevenção das doenças dos animais, assim como no manejo geral do rebanho.

 

O manejo alimentar dos animais se dá pelo pastejo em áreas de caatinga sendo complementados, especialmente nos períodos secos. Esse complemento é realizado com forragens naturais conservadas durante o período chuvoso, concentrados e subprodutos industriais isentos ou com baixo nível de químicos e/ou grãos, tais como farelos de algaroba e babaçu, raspas de mandioca, sorgo, milho e outros, cultivados segundo métodos agroecológicos, além do oferecimento do sal mineral.

 

O manejo reprodutivo preconiza a utilização da estação de monta, que deve ser realizada de forma que se tenha a oferta de animais para o abate segundo a demanda da região. Em sistemas ode se tem uma produção mais tecnificada pode-se realizar três estações anuais, sendo duas programadas e uma natural, procurando coincidir com o período chuvoso, permitindo a oferta de animais em diferentes épocas do ano. Cada estação programada tem a duração média de 60 dias e a natural de 90 dias.

 

O sistema preconiza vacinações contra clostridioses, controle de ecto e endoparasitoses, com o uso mínimo de vermífugos convencionais combinado a métodos não agressivos ao ambiente como a homeopatia, a fitoterapia e o descanso dos pastos. Outras medidas incluem a desinfecção periódica das instalações, quarentenário, pedilúvios, esterqueira, tratamento de umbigo, exames periódicos de artrite encefalite caprina (CAE) e medidas preventivas de controle da linfadenite caseosa.

 

A implantação do sistema do cabrito ecológico visa então melhoria da eficiência bio-econômica e da sustentabilidade das suas unidades produtivas, promovendo a elevação dos níveis de produtividade animal, reduzindo os custos de produção e a adequação dos sistemas de produção às condicionantes naturais da região. Visando o atendimento às demandas sociais, via promoção do desenvolvimento, preservando a paisagem rural e valorizando a cultura e o saber-fazer como instrumentos de reafirmação da identidade local. O que vem de certa forma fortalecer a agricultura familiar, devido a pouca utilização de insumos modernos e a potencialização do uso sustentável da caatinga agregando, baixos custos, valor ao produto.

 

Referências Bibliográficas

- F. C. G.; M. J. N.; Nogueira, D. M Uma proposta para produção de um cabrito ecológico da caatinga com certificação de denominação de origem: o cabrito do Vale do São Francisco. Disponível em: http://www.capritec.com.br/pdf/cabritodovaledosaofrancisco.pdf. Acesso em: 12 de setembro de 2008.

- J. E. V. H. Cabrito ecológico da caatinga: um projeto em movimento. Agriculturas,v. 2,n. 4, dezembro de 2005.

 

 

 


 

Linfadenite Caseosa - "Mal do Caroço"

 

 

Felipe Rosendo Correia
felipe_rosendo@hotmail.com

 

 

A linfadenite caseosa é uma doença infecto-contagiosa crônica, também conhecida como “mal do caroço’. Acomete caprinos e ovinos e caracteriza-se, geralmente, pela hipertrofia dos gânglios linfáticos com lesões purulentas e caseosas localizadas nas diversas regiões do corpo do animal.No Brasil é endêmica em alguns estados, aparecendo com maior freqüência em rebanhos desanados.

 

 

O agente causador é o Corynebacterium pseudotuberculosis, que é uma bactéria gram-positiva e resiste a dessecação durante meses, permanecendo viva na carne, fezes, exsudato purulento e solo . Ao penetrar no hospedeiro a C. pseudotuberculosis multiplica-se localmente no tecido subcutâneo, induzindo a formação de microabscessos, sendo em seguida carreado pela corrente linfática aferente aos linfonodos regionais onde os abscessos característicos são formados.

 

A doença é encontrada em alguns rebanhos com um bom manejo sanitário de 7 a 18% dos animais, porem rebanhos sem manejo sanitário pode atingir 70% do rebanho. A enfermidade é de fácil transmissão, bastando introduzir animais infectados no rebanho sadio.

 

O conteúdo dos abscessos é rico em C. pseudotuberculosis podendo infectar diretamente outros animais ou ainda contaminar a água, o solo e os alimentos, expondo, indiretamente, outros animais. Embora este microrganismo seja capaz de prolongada sobrevivência em solo rico e úmido (oito meses) e em matéria orgânica, não há evidências de que ele possa se multiplicar no solo.

 

Os principais sinais clínicos são o aumento dos linfonodos palpáveis (maxilares, escapulares, crurais, mamários e poplíeos) que constituem, geralmente, os sítios primários da infecção, enquanto que na fase tardia da doença poderá ocorrer a formação de abscessos nos linfonodos viscerais particularmente os mediastinais, bronquiais e sublombares. Há formação de abscessos cutâneos, subcutâneos e nos linfonodos.

 

As fontes de infecções para outros animais são o pus dos linfonodos(gânglios) infectados e também as secreções nasais e orais de animais com abscessos internos, principalmente nos linfonodos medistinicos. A transmissão pode ocorrer por ferimentos ne pele ou mesmo em pele integra e por contato com materiais contaminados como: agulhas; tatuadores;brincadores.O diagnostico é feito pelos sinais clínicos e confirmado por cultivo e citologia.

 

O primeiro grupo de cientistas a desenvolver uma vacina contra a C. pseudotuberculosis foi do Dr. Quevedo, na Argentina nos anos 60. Eles utilizaram uma cultura da C. pseudotuberculosis formalizada em adjuvante de alumínio, desta forma, alcançaram uma redução de 60% da infecção. Hoje no mercado a vacina mais utilizada é a “linfovac” , fabricada pela Venconfarma e composta por ”Suspensão de Corynebacterium pseudotuberculosis viva, atenuada, liofilizada, contendo no mínimo 5 e no máximo 60 bilhões de bactérias viáveis, por dose de 1 mL.

 

O tratamento do animal não é recomendado, devido a baixa eficácia e o alto custo, o uso de antibióticos não é recomendável, devido à impossibilidade deste penetrar na cápsula dos abscessos, sendo ideal o animal ser descartado, portanto faz-se necessário o uso de medidas profiláticas para tentar conter essa doença.

 

O controle inclui manejo sanitário nas instalações e equipamentos, a inspeção periódica do rebanho, descarte dos animais afetados, drenagem dos linfonodos com a incisão cirúrgica dos abscessos periféricos antes que estes se rompam espontaneamente, pois o exsudato constitui foco ativo de infecção, vacinação e respeitar a quarentena de animais adquiridos.

 

No atualmente Brasil a linfadenite caseosa está se alastrando por todas as regiões, tornando-se uma das principais enfermidades no rebanho de caprinos e ovinos. É importante que informações básicas cheguem ao produtor, que muitas vezes convive com a patologia no rebanho, mas por não conhece não resolve o problema e contribui para a disseminação da linfadenite caseosa.


Referências

• Livro:

Silva Sobrinho, Américo Garcia

Criação de ovinos – 2. ed. Ver. E Ampl / Américo Garcia Silva Sobrinho. – Jaboticabal : Funep, 2001 302 p : il. : 21cm.

• Jornal:

MENDES, Luis Claudio Nogueira. Controle da linfadenite caseosa (mal do caroço). O ovelheiro, São Paulo, ano 17, n. 100, p. 14-15, maio/jun. 2009

 

 


 

 

Bem-estar em animais de produção: Um conceito aplicável?

 

Raíssa Ivna

raissaivna@yahoo.com.br

 

Hoje mais do que nunca o assunto – bem-estar animal (BEA) - é pautado em congressos, encontros e principalmente entre os profissionais da área de ciências agrárias. Essa grande demanda de informações a respeito do BEA parte principalmente de países desenvolvidos, onde exigências mínimas de BEA são feitas na produção de animais. Essas exigências são muito bem regulamentadas e, portanto os produtos e derivados animais exportados por esses países, devem seguir corretamente estes conceitos de BEA. Mas afinal, o que será BEA? Como podemos adotar suas práticas em um rebanho.

 

A melhor definição de bem-estar animal foi feita pelo FARM ANIMAL WELFARE COUNCIL (FAWC) da Inglaterra, onde aos animais são inerentes cincos liberdades. O animal deve estar livre de fome e sede; Deve ter liberdade ambiental, com um local adaptado ao animal em questão; Deve estar livre de doenças; Livre para exprimir seu comportamento normal e Livre de medo e ansiedade.

 

Abaixo, são enumeradas as principais medidas de manejo que contribuem para o BEA do rebanho:

1 - Eliminar as condutas agressivas, como gritos, uso de cães agressivos, procurando sempre o trabalho silencioso;

2 - Fazer a separação dos animais em lotes e categorias;

3 - Não movimentar mais animais do que o necessário;

4 - Desmamar em duas etapas: não separar por completo no primeiro momento a matriz do filhote;

5 - Não fazer os animais esperarem mais do que o necessário e nem encerrá-los por nada: a mangueira é somente um local de passagem e não para os animais ficarem encerrados durante horas;

6 - Nunca manejar o animal isoladamente;

7 - Habituar o animal à presença humana;

8 - Selecionar e capacitar os peões: são estas pessoas que trabalham diretamente com o patrimônio dos produtores;

9 - Revisar, manter e melhorar as instalações;

10 - Cuidar e eleger os motoristas para o transporte do animal e carregar o caminhão com o número adequado de animais para o seu espaço;

11 - Monitorar o frigorífico: o produtor deve acompanhar o abate dos seus animais;

12 - Não se descuidar do bem-estar dos animais, pois esta prática não é só mais um requisito para cumprir por obrigação externa e, sim, uma prática integral e permanente do gerenciamento moderno.

Desta forma, as práticas de bem-estar devem ser valorizadas pelos produtores, ainda que para adotar suas práticas, seja necessário desacelerar ou modificar os sistemas produtivos.

 

Ao adotar conceitos de BEA no rebanho, os valores agregados aos seus produtos derivados, são imensamente maiores do que aquele que não o adota. Estes conceitos além de tudo aumentam a produtividade dos animais e reduzem gastos com doenças. O médico veterinário que valoriza o BEA é um profissional bem valorizado e que contribui para a seriedade e reconhecimento de sua carreira profissional.

 

Referências:

- CARVALHO, C.F. Bem-estar Animal. 2009. Disponível em:

http://www.cibelefcarvalho.vet.br/bem_estar_animal.htm. Acesso em: 10/07/2009

- MOLENTO, C.F.M. Bem-estar animal: Aspectos econômicos – Revisão. Archives of veterinary science. 2005. Paraná.V.10, n.1,p.1-11.

- MOLENTO, C.F.M.; BOND, G.B. Produção e bem-estar animal. Ciência Veterinária Trópica. 2008. Recife-PE, v. 11, suplemento 1, p. 36-42.

- OLIVEIRA, C.B.O.; BORTOLLI, E.C.; BARCELLOS, J.O.J. Diferenciação por qualidade de carne bovina: a ótica do bem estar animal – revisão bibliográfica. Ciência rural. 2008. Santa Maria, V.38,n.7,p.2092-2096.

- SILVA, I.J.O.; PANDORFI, H>; PIEDADE, S.M.S. Influência do sistema de alojamento no comportamento e bem-estar de matrizes suínas em gestação. zootécnica, julho 2008. Viçosa vol.37 no.7 Revista Brasileira

 


 

 

 

Resíduos Antimicrobianos no Leite Caprino


Joyci Torres de Paula

joycidepaula@gmail.com

 

 

O leite caprino apresenta alto valor nutritivo, contendo açúcar, proteína, lipídeo, vitamina e níveis adequados de ferro, cálcio e fósforo, com elevada digestibilidade no organismo humano pelo tamanho reduzido e fácil dispersão dos seus glóbulos de gordura e pela sua proteína de coagulação que forma uma coalhada fina, macia e com perfeita digestão em um curto espaço de tempo, sendo constantemente indicado a indivíduos que apresentam sensibilidade à lactose bovina (COSTA, 2009).

 

O Brasil, atualmente, apresenta uma produção diária de 22.000 L de leite de cabra, totalizando 7.920.000 L/ ano. Porém, seria necessário o dobro da produção para atender a demanda nacional. A região Nordeste é responsável por 45,4% da produção nacional produzindo 10.000 L/dia e tendo como maior produtor o estado do Rio Grande do Norte com média diária de 8.550 L. No Estado do Ceará, a produção de leite diária chega aos 1.000 litros, sendo que a região Norte do Estado apresenta um potencial de produção de 400 litros de leite por dia. A região Sudeste é responsável pelo restante dessa produção apresentando 12.000 litros/dia, 54.6% de todo o leite de cabra que é produzido no País, com uma cadeia produtiva bastante organizada. Boa parte desta produção é adquirida pelo Governo Federal para merenda escolar e crianças carentes de forma que já reduziu em 39% a mortalidade infantil, conforme Costa (2009).

 

Pinheiro et al. (2000) identificou a alta incidência de problemas sanitários na caprinocultura do Nordeste, os quais possibilitam a instalação de infecções em um grande número de animais do rebanho. Demonstrando, também, a relação dessas infecções com a diminuição da concentração de gordura, de lactose e de caseína no leite, além de gerar um uso indiscriminado de antibióticos pelos próprios produtores, sem os cuidado necessários quanto à dose, via de administração e período de carência promovendo a presença de resíduos no leite com alto risco ao consumidor. Esse uso indiscriminado de antimicrobianos é de grande relevância, tendo em vista que desencadeia diversos problemas como: a) Choque anafilático, causada por hipersensibilidade à droga independente da dose; b) Efeitos teratrogênicos, a partir do uso constante em gestante; c) Resistência microbiana, tanto no animal quanto no homem e d) Queda na qualidade leiteira.

 

Economicamente o uso indiscriminado de antimicrobiano provoca grandes perdas, pela diminuição na produção leiteira, altera processos fermentativos, bem como, causa queda na qualidade do leite e seus subprodutos (PINHEIRO, 2000).
Segundo Nascimento et al. (2001), os principais antibióticos utilizados nos rebanhos e identificados no leite são as Penicilinas, Tetraciclinas, Estreptomicina e Gentamicina. O consumo do leite de animais tratados com esses medicamentos não deve ser realizado durante pelo menos 96 horas após seu uso, com exceção da Penicilina G, visto que estudos verificaram resquícios dessa droga dez dias após seu uso.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Comitê para Aditivos Alimentares estabelece normas para o uso de aditivos e práticas a serem adotadas na tecnologia alimentar sendo esses conhecido como Limite Máximo de Resíduos e Ingestão Diária Aceitável. Na França, recomenda-se que medicamento de uso humano não seja utilizado em práticas de tecnologia alimentar e tratamento em animais.

 

No Brasil, a presença de Resíduos Biológicos no Leite é administrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a partir Instrução Normativa 37/2002 e Normativa 42/1999. A Normativa 37 institui a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite, com objetivo de realizar análises laboratoriais para a fiscalização de amostra de leite cru, recolhido em propriedades rurais e estabelecimentos de lacticínios, enquanto a Normativa 42 trata do Plano Nacional de Controle de Resíduos em Produtos de Origem Animal e Programa de Controle de Resíduos do Leite – PCRL.

Com isso, pode-se concluir que cuidados sanitários no rebanho são imprescindíveis para diminuir o uso de antimicrobianos em animais produtores de leite evitando a presença de resíduos destas drogas no alimento. É necessário, também, promover orientação racional sobre o uso de medicamentos a produtores de cabras leiteiras evidenciando os riscos do uso indiscriminado de antibióticos, além de esclarecendo sobre a importância de consultar um médico veterinário antes do uso de qualquer fármaco.


Referências:


COSTA, A. L. – LEITE CAPRINO: UM NOVO ENFOQUE DE PESQUISA – EMBRAPA Caprinos; http://www.cnpc.embrapa.br/artigo4.htm%20-%20acessado%20em%2020/06/09.
NASCIMENTO, G.G.F. et al. – OCORRÊNCIA DE RESÍDUOS DE ANTIBIÓTICOS NO LEITE COMERCIALIZADO EM PIRACICABA, SP – Revista de Nutrição, Campinas: 119 – 124; maio/agosto – 2001.
PINHEIRO, r.r. et al. – ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA CAPRINOCULTURA CEARENSE –Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, vol. 52, n. 5, Belo Horizonte / MG, Out/2000.

 


 

 


Ceratoconjuntivite Infecciosa de Caprinos e Ovinos


Juliana Barreto


A ceratoconjuntivite infecciosa dos ruminantes é conhecida também por “Olho rosado e doença de New Forest”. Constitui-se numa doença cosmopolita, sazonal e acomete bovinos, caprinos e ovinos sem distinção de raça, idade e sexo, embora os animais mais jovens e mais velhos sejam mais susceptíveis. Os animais acometidos desenvolvem imunidade natural que vai diminuindo a partir de dois anos e podem se infectar novamente.

Esta enfermidade contagiosa é causada pela Moraxella spp, um diplococo, aeróbico, gram-negativo, e somente aqueles microorganismos hemolíticos que possuem pili sãocapazes de desenvolver a enfermidade, pois aderem à córnea produzindo necrose epitelial e no estroma, por meio de dermonecrolisinas e hemolisinas associadas com as colagenases inflamatórias (CHAVES & ACIPRESTE, 1998; CHAVES & ACIPRESTE, 2004; CHAVES, 2004).

Caracteriza-se por hiperemia conjuntival, lacrimejamento, blefaroespasmo, fotofobia e, em casos avançados, opacidade e ulceração de córnea, com risco de perda da visão. A ceratoconjuntivite infecciosa (CCI) é reconhecida em todo mundo como uma doença comum que afeta o sistema oftálmico de pequenos ruminantes, a exemplo de ovinos e caprinos. Geralmente, a doença envolve apenas a superfície do olho, com o primeiro sinal clínico, sendo uma conjuntivite uni ou bilateral, resultando em lacrimejamento, pestanejamento, blefaroespasmo e presença de secreção ocular sero-mucosa ou muco-purulenta com aglutinação de pelos da região periocular. No entanto, o quadro pode progredir e envolver a córnea, causando sua opacidade ou esbranquecimento e aumento na vascularização. Animais gravemente afetados podem desenvolver úlceras de córnea e/ou cegueira, em conseqüência da intensa opacidade existente. No entanto, os primeiros sinais indicativos da potencial manifestação da doença em um rebanho podem ser a ocorrência de coloração castanha abaixo do olho e o acúmulo de poeira nos corrimentos lacrimais.
Outras alterações observadas na maioria dos ovinos afetados incluem conjuntivite folicular, opacidade da córnea com vascularização, ulceração, pannus e irite (RENDER & CARLTON, 1998), além de febre, anorexia, oftalmalgia, oftalmorréia, epífora e úlceras de córnea também descritas por CHAVES & ACIPRESTE (1998), CHAVES & ACIPRESTE (2004) e CHAVES (2004).
O tratamento dos casos clínicos deve começar imediatamente após ter sido diagnosticada a doença como forma de impedir que sua evolução leve a lesões irreparáveis da córnea. Vários antibióticos podem ser usados, devendo sempre estar atento para caso de resistência. A prevenção e controle desta doença têm sido realizados através de práticas de manejo quando se quer diminuir o máximo possível a ação dos vetores (mosca) e quantidade de poeira. É encontrada no mercado vacina que, se usada corretamente, pode conferir alguma imunidade aos animais.
A redução dos casos clínicos de CCI em um rebanho está associada à medidas preventivas fundamentadas em práticas que visem controlar os elementos que podem funcionar como fômites ou agentes disseminadores e/ou estressantes, e envolvem a limpeza diária das instalações (por varredura e/ou raspagem); desinfecção completa das mesmas a cada 7 dias após limpeza prévia (preferencialmente com lança-chamas ou "vassoura-de-fogo"); isolamento dos animais apresentando quadro clínico; controle da população de moscas e insetos (principalmente, por meio de limpeza e manejo adequado dos dejetos animais); redução da exposição a irritantes mecânicos (poeira); manejo do pastejo para manter o relvado em alturas mais adequadas; manejo do rebanho baseado nos princípios de bem-estar e a quarentena de animais récem-adquiridos por no mínimo 15 dias.

 


 

 

 

Importância da ordenha higiênica em cabras leiteiras


Emanuela Polimeni de Mesquita


A higiene antes, durante e após a ordenha, assim como, a limpeza e desinfecção de apriscos é de extrema importância para o controle de doenças que afetam a glândula mamária como a mastite. Por isso, o local da ordenha deve ser espaçoso, arejado de modo a impedir odores e sujidades que interfiram na qualidade do leite. O animal deve ser escovado antes para evitar que resíduos de poeira, pêlos e fezes contaminem o leite. Assim como o animal, os recipientes utilizados durante a ordenha devem ser rigorosamente limpos e isentos de odores.

 

O ordenhador também é muito importante, pois, deve gozar de boa saúde, lavar as mãos com água e sabão abundantemente, possuir unhas aparadas, como também estar livre de ferimentos e doenças de pele. Suas vestimentas devem estar sempre limpas fazendo uso também de chapéu para evitar que cabelos contaminem o leite, bem como ausência de barba, também não deve fumar ou tossir no momento em que esteja realizando a ordenha dos animais (JARDIM, 1974).

 

Deve-se conduzir os animais para ordenha de modo tranqüilo, em silêncio e sem batidas. Deve-se proceder também a linha de ordenha, onde primeiro devem ser ordenhados os animais sadios de primeira lactação, animais sadios de mais lactações, animais velhos e que nunca apresentaram mastite, os que foram submetidos a tratamentos e ficaram curados, animais suspeitos e, por último animais, doentes ou em processo de tratamento. Esses últimos devem ser ordenhados para evitar que piorem, mas o leite não deve ser posto junto com o leite retirado de animais sadios e, sim descartado.

 

Segundo Chapaval (2007), antes de dar início à ordenha, deve-se proceder ao pré-dipping ou limpeza do úbere com água limpa e sabão neutro e, imersão das tetas em solução de hipoclorito de sódio a 2% ou iodo a 0,3%; depois de 30 segundos, procede-se a secagem das tetas com papel toalha individual e descartável. Desprezam-se os primeiros jatos e faz o exame de caneca de fundo preto ou telado e o CMT (California Mastite Test). Vale ressaltar que o CMT em cabras é extremamente reativo e, por isso deve-se utilizar como base de diagnóstico a comparação entre os resultados de ambos os tetos.

 

No pós-dipping, pelo menos 2/3 da teta deve ser imersa em solução desinfetante, segundo Chapaval (2007). A solução mais indicada é a de iodo glicerinado, reduzindo os riscos de contágio da mastite pelos animais, pois que neste momento o esfíncter da glândula mamária encontra-se aberto, favorecendo a entrada de microorganismos presentes na pele ou até mesmo no piso das instalações.

 

Essas medidas podem impedir ou pelo menos controlar os casos de mastite em um a propriedade e, principalmente as perdas econômicas em decorrência desta. Essa patologia não é mais do que a inflamação das glândulas mamárias. É causada principalmente por Staphylococcus aureus, Streptococcus spp, Corynebacterium pyogenes, Corynebacterium pseudotuberculosis, Clostridium perfringens, Escherichia coli, Mycoplasma micóides.
Sousa e Santos (1999), classificam essa patologia em mastites clínicas e sub-clínicas. As primeiras se caracterizam por leite visivelmente anormal, com graus variáveis de inflamação do úbere que variam desde a presença de coágulos até soro com secreção fibrinosa. Já nas mastites sub-clínicas, o animal não apresenta sintomas de inflamação, o leite tem aspecto normal, mas a glândula mamária pode apresentar número aumentados de leucócitos e, está comumente associada à infecção por Staphylococcus aureus e Staphylococcus agalactiae.

 

Segundo De Castro (1984), o animal doente apresenta o úbere intumescido, quente e dolorido, de modo que quando caminha tenta não bater nas mamas, torna-se magro, abatido, pêlo arrepiado, respiração acelerada, febril e diminuição da produção leiteira. O leite torna-se purulento e com rastros de sangue, muitas vezes com odor repugnante e, em casos mais avançados pode-se ter fibrose do tecido mamário e perda parcial ou total do úbere.
O diagnóstico é baseado no exame bacteriológico do leite, contagem de células somáticas, Caneca de fundo preto ou telado e CMT.

 

O tratamento devido à grande quantidade de agentes patógenos nem sempre é eficaz. O sucesso depende da fase da doença e, se faz necessário o exame laboratorial com antibiograma para identificação do agente e a droga específica para o combate do mesmo.

 

Por isso, a conduta do médico veterinário é fundamental no sentido de orientar os proprietários quanto à importância de medidas profiláticas para a saúde higiênico-sanitária do rebanho, minimizando também as perdas econômicas que esta patologia pode causar.


Referência:


DE CASTRO, A. A cabra. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos. 1984. 255-256p.
SOUSA, W. H. de e SANTOS, E. S. dos. Criação de caprinos leiteiros: uma alternativa para o semi-árido. João Pessoa, PB. Edição SEBRAE- PB/EMEPA-PB, 1999. 173-177 e 146-150p.
BENEVIDES, S. D. e EGITO, A. S. do. Comunicado técnico 76: orientações sobre boas práticas de fabricação (BPF) para unidades processadoras de leite de cabra. Embrapa Caprinos: Sobral – CE. Agosto de 2007. À disposição na HomePage: www.cnpc.embrapa.br ou SAC: www.cnpc.embrapa.br/sac.htm

CHAPAVAL, L. Comunicado técnico 80: Programa de Controle da Mastite Caprina – PCMC. Embrapa Caprinos: Sobral – CE. Outubro de 2007. À disposição na HomePage: www.cnpc.embrapa.br ou SAC: www.cnpc.embrapa.br/sac.htm


JARDIM, W. R. Criação de caprinos. São Paulo: SP. Livraria Nobel. 1974. 213 e 220 p.

 


 

 

 

 

CAPRINOS MOCHOS: Vantagem ou Desvantagem?


Fonte: Embrapa, 2008

 

Caprinos mochos em criações sempre foi uma característica desejável, uma vez que reduz os ferimentos com brigas, diminui o espaço necessário por animal nos cochos e facilita o manejo em geral. Muitos criadores optam por retirar os chifres, utilizando para tal o ferro quente ou os produtos químicos próprios, quando estes ainda são jovens.

 

Em caprinos existem animais que se apresentam sem chifres (mochos) naturalmente. O caráter mocho determinado pela genética. Muitos cruzamentos já foram feitos para formar linhagens caprinas mochas, através do acasalamento sucessivo de animais mochos, por criadores. Contudo, estas tentativas não mostraram bons resultados, diminuindo a fertilidade destas linhagens. Cientistas estudaram profundamente a herança do caráter mocho, comprovando o que os criadores tinham observado que a ausência de chifres estava associada à perda de fertilidade do animal.

 

O gene atualmente chamado PIS, causam: a ausência de chifres e a diminuição na fertilidade dos animais. O caráter mocho em caprino é transmitido por genes que determina diferenciação sexual através de herança autossômica, ou seja, genes que afetam a diferenciação sexual mas não estão dentro dos cromossomos sexuais X e Y. O gene PIS (Polled Intersex syndrome) está localizado no cromossomo 1 de caprinos, na posição q43. A influência do gene PIS ocorre durante a diferenciação sexual do feto levando à diferentes graus de anormalidades. Desta forma o estado de homozigose para o caráter mocho é desvantajosa, tendo em vista que promove falha na diferenciação do sistema de ductos levando à esterilidade parcial ou total.

 

Esse gene só acarreta problemas de infertilidade em casos de homozigose, sendo assim, para evitar problemas futuros na condução do rebanho, basta que um dos pais tenha chifres, de preferência o reprodutor, que deixa maior número de descendentes no rebanho.

 

Com isso entendemos que não é possível obter uma linhagem de caprinos mochos e férteis, uma vez que o gene que determina o caráter mocho tem efeito pleiotrópico sobre a fertilidade.


 
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